O dia em que eu escrevi um artigo para o Jornal de Letras

O Jornal de Letras desafiou-me e eu aceitei. Um artigo onde partilho a minha experiência enquanto profissional de Social Media mas também a minha perspetiva enquanto mãe e educadora. Gosto muito de trabalhar e de comunicar através das redes sociais, onde descubro todos os dias um mundo de comunicação extraordinário e ....

Há mais para saber e pesquisar no interior do Jornal de Letras! Temos também um texto da Dra Ana Vasconcelos e do Dr. Carlos Pinto de Abreu.


E lá! Isto foi em 2016!


Jornal de letras, um artigo de Manuela Ferrer



Para quem não conseguiu chegar a tempo à bancas, não há qualquer stress, porque como sou uma pessoa muito organizada, tenho aqui o artigo disponível para partilhar!


E foi assim no JL, em Fevereiro de 2016

Eu adoro o facebook!

Eu detesto o facebook!

Eu amo o Instagram!

Eu odeio o instagram!


Amo, odeio, adoro, não aguento mais .... já ninguém fala com ninguém... passam ali todas as horas do dia. Não têm amigos, nem vão passear com ninguém. “No meu tempo não era assim”. É um pouco assim que pais e educadores reagem quando confrontados com as redes sociais que tanto tempo roubam ao dia-a-dia dos seus filhos e alunos.


Mas será tudo assim tão negativo? E as vantagens? As possibilidades extraordinárias de partilharmos ideias, imagens, eventos, concertos, poesia? E a forma como nos aproximamos das pessoas que estão longe? De familiares e amigos? E a forma como partilhamos viagens, paisagens? E ideias? E ideais?


É maravilhoso que as Redes Sociais possam funcionar também como uma forma de alertar e agitar consciências coletivas para problemas concretos. Exemplo disto são os hashtags #JeSuisCharlie, #BringBackOurGirls, #SomosTodosGregos, #welcomeRefugees . Estas ideias cresceram nas Redes Sociais como twitter, facebook, instagram e google+ e tiveram um efeito de união. E isso foi marcante, foi importante e foi possível porque as Redes Sociais trouxeram aos nossos jovens “causas”. Causas, que os unem, que movem e pelas quais faz sentido lutar.


As Redes Sociais têm produzido autênticas revoluções na forma como nos posicionamos no mundo, na relação com os outros, em casa, no trabalho, com amigos ou com conhecidos.

Mas tudo isto é muito novo, muito recente e não tivemos tempo para aprender primeiro e ensinar depois. Estamos a fazer tudo ao mesmo tempo, tendo também que nos adaptar às novidades e à velocidade a que as novidades acontecem.


Quantos amigos podemos ter? A verdadeira definição de amizade caberá dentro do novo paradigma de comunicação e de relacionamentos?

Como estabelecemos a relação com o outro?

Como nos mostramos e como preservamos a nossa intimidade? A ética e as regras que ainda desconhecemos, que não tivemos tempo de criar ou de estabelecer.

Como lidamos agora com o cyberbullying?


As Redes Sociais vieram para ficar! Elas adaptam-se, modificam-se, crescem, aparecem e desaparecem a uma enorme velocidade, desafiando-nos a todos.

Vivemos no tempo da velocidade: se aconteceu e não foi publicado vai-se perder. Espera-se uma resposta imediata a tudo quanto se publica para que se possa inclusivamente medir o sucesso da publicação ou do seu autor.

A privacidade terá que ser relembrada, porque não nos podemos esquecer de que estamos a usar um telefone para o mundo.

A nossa capacidade de selecionar vai ser posta à prova! Temos de ser capazes de selecionar entre o que é bom e o que não presta, o que queremos ou não queremos, o que tem valor literário e o que não tem, o que merece ser partilhado, etc. Nem tudo o que se publica é bom e seremos cada vez mais obrigados a usar o sentido crítico para escolhermos aquilo que queremos para nós. E temos evidentemente de saber dizer que não.


As Redes Sociais mudaram a forma como olhamos para o mundo e para tudo o que aqui acontece. Ligaram as pessoas, as ideias, o mundo. Permitem-nos viajar de forma rápida para qualquer lugar. Contribuíram para um mundo muito mais global, onde cada um de nós, pode escrever e partilhar uma notícia, um artigo, divulgar trabalhos de fotografia, partilhar com o mundo as suas capacidades artísticas, etc. Os benefícios são enormes mas o nosso papel e a nossa responsabilidade tornam-se ainda maiores.


O meu desafio é feito diariamente. Usar as Redes Sociais para aproximar mundos, ideias, pessoas e marcas. E aprender. Aprender sempre, todos os dias. Com os mais novos e com os outros profissionais que teimam comigo em ser fãs das Social Media!


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